Folha de São Paulo não é fiel aos fatos – Mariana Araujo

•27/06/2010 • Deixe um comentário

O jornal Folha de São Paulo, ultimamente, tem tido problemas na descrição de certos fatos, confundindo-se e induzindo o leitor a assumir uma posição diante dos fatos ali descritos.

     No dia 30 de Julho de 2004, o Jornal publicou a carta do leitor Nassib Rabeh que questionou o termo “terrorista” que a Folha utiliza frequentemente para identificar grupos armados como o Hamas e a Brigada de Mártires de Al Aqsa.

     O leitor questinou o termo usado pela Folha em comparação com outros jornais que utilizam termos mais parciais, como o “Estado” que se refere ao grupo da Brigada de Mártires de Al Aqsa como “militantes”, ou o jornal francês “Le Monde” que utiliza o termo “grupo armado”.

     Ao final de sua carta o leitor Nassib Rabeh pergunta à Folha se todo grupo de resistência palestino é terrorista e que não seria correto passar este ponto de vista para o leitor que deveria tomar suas próprias conclusões.

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Semana do Jornalismo – Beatriz Nascimento

•17/06/2010 • Deixe um comentário

De 24 a 28/5, se realizou a Semana de Jornalismo 2010, com o tema Jornalismo e Direitos Humanos. O evento foi destinado a estudantes de jornalismo e demais interessados no tema, inspirado pelo lançamento do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).

     No dia 25 (terça-feira), ocorreu pela manhã a coletiva chamada “A violência do Estado”. Esta contou com a presença de Débora Silva, integrante do Movimento Mães de Maio e Solange Moura, do Tribunal Popular.

     O relato passional de ambas as convidadas sobre os acontecimentos da Guerra aberta da policia contra o PCC em 2006 e a real situação dos internos na FEBEM levaram seus ouvintes a questionarem o papel da mídia na repercussão de acontecimentos tão importantes dentro de São Paulo. Uma série de dados (o real número de mortos civis naquelas duas semanas de Maio, por exemplo) reportados tanto por Débora quanto Solange, fez os estudantes refletirem sobre o tipo de jornalismo social que tem de ser feito, comprometido com a população e com a dinâmica da cidade. As informações que só foram obtidas após muita insistência e o não contentamento com as explicações lhes dadas pelos altos escalões da polícia, além de levarem a integração destas mulheres aos movimentos citados mostraram a falta de investigação por parte da grande mídia tanto na época quanto a hoje em dia.

     Apesar das mudanças acorridas na relação das Mães de Maio e o Tribunal Popular com a grande mídia (hoje em dia, existe uma maior cobertura das ações dos movimentos por parte dos jornais e da televisão), muita coisa deve ainda mudar. As convidadas defendem que ambos os lados sempre devem ser ouvidos (averiguados) e relatados à população independentemente da repercussão do fato e das partes envolvidas, pois assim a imparcialidade e a verdade são mantidas.

Documentarista dá palestra na PUC-SP – Mariana Araujo

•17/06/2010 • Deixe um comentário

Jorge Bodanzky conduz palestra na 32ª Semana de Jornalismo

      Na última quarta-feira, 26 de maio, ocorreu a palestra do documentarista Jorge Bodanzky na 32ª Semana de Jornalismo na PUC de São Paulo. A palestra foi, de acordo com Bodanzky, “uma troca de dupla via”, onde ele ensinou os alunos e estes o ensinaram.

     Comentou como o cinema documentário vive um tempo novo, pois antes era extremamente complexo, mas com o barateamento da tecnologia, como as câmeras de vídeo, agora presentes até em celulares, o processo para a criação de um documentário foi democratizado.

      “O documentário vive uma fase de ouro”, disse Bodanzky, e para ele essa democratização é boa, mas não tornou o processo de filmagem de um documentário fácil. Afirmou, ainda, que a questão tecnológica é secundária, pois o interessante é o resultado.

     Para a criação de um documentário é necessário uma idéia bem definida a fim de tornar o processo de filmagem focado e não filmar imagens genéricas e depois, a partir da edição, decidir o tema.

     Para Bodanzky “a câmara sozinha nada faz”, ou seja, essa tecnologia democratizada não vulgariza o trabalho nem diminui a preparação, pois com uma idéia forte o filme certamente ficará apresentável.

     Um de seus mais recentes trabalhos foi a criação da TV navegar, que é uma web TV que está no ar e cujo foco é sócio ambiental, partindo especificamente da região amazônica. A partir de colaborações os vídeos são realizados e postados na web TV. Seu maior desejo seria fazer uma transmissão ao vivo através da web.

     A TV navegar tem um projeto que leva acesso à internet de banda larga até as comunidades ribeirinhas através de um barco de pequeno porte, já que esse serviço nestas regiões é muito limitado. “Ninguém dá voz às pessoas que lá moram e este projeto ajuda a ouvir as comunidades locais” disse Bodanzky.

     Ao longo da palestra Bodanzky exibiu parte do documentário “Terceiro Milênio”, de 1979, onde percorre o Rio Amazonas e que foi filmado durante a campanha eleitoral do concorrente a senador Evandro Correira.

     Quando o palestrante voltou à Amazônia recentemente, mostrou o documentário “Terceiro Milênio” para a comunidade indígena dos Ticunas, daí surgiu a idéia para um novo filme, que se chama “De Volta ao Terceiro Milênio”.

     Foi exibido também parte de seu filme mais recente, que foi uma encomenda feita pela TV Cultura, sobre o aquecimento global, extraído do programa “Café Filosófico”. Daí surgiu o filme “Pandemonium” de apenas 50 minutos, divulgado na conferência de Copenhague do ano passado. Esse filme mostra o caos da cidade moderna e contém entrevistas de dois cientistas sobre o tema narrado.

     No documentário há realce das imagens relacionando-as com a trilha sonora composta por ruídos e música. Uma imagem meio fantasiosa com contraste de cor e acompanhamento da música leva à reflexão, portanto a raras partes faladas do filme dão asas à imaginação do espectador.

     Antes do encerramento da palestra, em um dos blocos de perguntas feito pelos alunos do curso de jornalismo o palestrante foi questionado sobre até qual ponto ele deixa de interferir nas imagens filmadas, como uma questão ética. “Acho que você faz parte do que está filmando. Acho errado falar que não tenho a ver com a situação, pois é impossível se colocar fora dali” disse Bodanzky.

O Registro da História – Marta Barbosa

•17/06/2010 • Deixe um comentário

O documentarista Jorge Bodanzky participou da “Semana de Jornalismo”, realizada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a PUC. O evento focou os debates, palestras e oficinas nos direitos humanos, e foi realizado entre os dias 24 e 28 de maio, nos auditórios da própria universidade.

      Sua participação, no dia 26, foi marcada pela apresentação de diversos trechos de seus trabalhos, entre eles “Terceiro milênio”, o registro da viagem do senador amazonense Evandro Carreira por seu estado em 1980 e “De volta ao terceiro milênio”, gravado na mesma região trinta anos depois.

      A participação dos alunos, com perguntas e comentários, foi muito intensa, já que o documentário assemelha-se com o trabalho jornalístico. Ponto que Bodanzky fez questão de enfatizar, dizendo ao público que seu trabalho nada mais é que uma matéria mais elaborada, investigada e aperfeiçoada.

      O projeto “Navegar Amazônia” também foi apresentado pelo documentarista. Idealizado por ele, por José Roberto Lacerda e com apoio do então Governador do Amapá, João Capiberibe, o projeto visa diminuir a exclusão social das aldeias ribeirinhas, levando a elas o acesso à internet e projetando sua cultura na web, para conhecimento do resto do Brasil e do mundo.

      Jorge Bodanzky proporcionou a todos um pouco mais de informação sobre a floresta Amazônica, seus habitantes e costumes; sobre a realização do documentário, incluindo as dificuldades e as etapas como roteiro, filmagem e edição; e, principalmente, sobre o trabalho fora da mídia hegemônica, ainda pouco adepta desse tipo de filmes.

A Visão de Cristina Coghi

•17/06/2010 • Deixe um comentário

     A renomada jornalista, Cristina Coghi, marcou presença na PUC-SP, no dia 18 de maio, para uma entrevista coletiva com os alunos do primeiro ano do curso de jornalismo. Depois de se apresentar, relatou experiências vividas, como começou na carreira e o que faz atualmente.

     Cristina passou pela TV Cultura e há vintes anos está na Rádio CBN, que foi a primeira rádio a transmitir notícias 24 horas, e na qual atualmente trabalha como repórter e âncora substituta. A entrevistada diz que é incomum o interesse dos novos profissionais do campo trabalhar com rádio, porém para ela é o meio de comunicação mais abrangente e capaz de atingir toda a população.

     Questionada sobre a censura na CBN em relação a notícias, respondeu que nunca foi censurada, mas que existe a autocensura no meio jornalístico.

     “O jornalista enriquece trabalhando com várias mídias. O mercado possui uma tendência: contratar um jornalista para trabalhar em várias áreas.” Cristina acredita ser importante que os alunos não se restrinjam somente a uma função, mas que sejam multifuncionais. Algo que é fundamental para conseguirem entrar no mercado de trabalho.

     Ao final respondeu perguntas e deu dicas sobre o trabalho jornalístico. Trouxe aos alunos informações sobre a importância do rádio, como um veículo de comunicação tão respeitável quanto à televisão e a internet, para a sociedade e a difusão de informações.  

Jazz Nos Fundos

•09/06/2010 • Deixe um comentário

     Ao se deparar com um estacionamento no endereço indicado não se assuste, a casa se localiza nos fundos do lugar, daí o nome Jazz nos Fundos. Procurando manter o mesmo público apaixonado por jazz, blues e funk não há nem mesmo uma placa sinalizando o número 1076 da Rua João de Moura, em Pinheiros.

Ao entrar no estacionamento nos deparamos com um escuro corredor que nos levará até a casa, o hostess entrega a comanda no valor de R$19 (o preço varia de acordo com o horário que chegar) de entrada e informa quais serão os shows da noite. O pequeno lugar é dividido em dois pequenos ambientes, ambos com vista com palco. Cartazes de jazz nas paredes, mesas e cadeiras diferentes umas das outras, paredes de tijolos a mostra, estilo vintage, iluminação rústica e fileiras de cadeiras de cinema são alguns dos elementos da decoração da casa.

      O bar apresenta uma considerável quantidade de cervejas importadas e nacionais, petiscos e muitos drinks diferentes com preços variando de R$7 (as cervejas) à R$20 (os drinks mais caros).

      A casa funciona de quintas a sábados, das 20h às 2h da madrugada, com dois shows por noite, o primeiro as 22h e o segundo a 0h. Mas a casa não se limita apenas aos shows, no intervalo entre eles filmes mudos e animações são projetados nas paredes e no corredor de entrada são expostos trabalhos de jovens artistas, desde fotos a esculturas.

      O único empecilho é o fato de não aceitarem cartão de crédito nem de débito, fora isso a música é ótima, com os mais renomados nomes do jazz nacional atual, o lugar é charmosíssimo e não  é muito lotado, então dá facilmente para se locomover dentro do espaço.

     Para mais informações acesse aqui!

Inferno Club

•22/04/2010 • 2 Comentários

Localizada na Rua Augusta, no centro de São Paulo, o Inferno Club é uma opção para quem está a procura de ouvir todos os tipos de rock. A casa abre de quinta a sábado e nas vésperas de feriado. A programação inclui shows de bandas nacionais e internacionais, seguidas por apresentações de DJs. Com freqüências variadas, atrai o público que circula na região central da cidade.

 A balada tem dois ambientes: pista e mezanino, decorado em preto e vermelho e um enorme luminoso com o nome da casa em vermelho, ainda conta com uma área VIP localizada acima do público, com vista direta para a pista e o palco. Comporta 500 pessoas, e um preço acessível, não passando de 30 reais.

 No último sábado, dia 17, um festival de bandas underground ocorreu das 16h às 21h, a grande atração da noite foi a banda MUDA, com uma incrível energia no palco a banda enlouqueceu os frequentadores do clube, abrindo com a música Mil Flores, seguida de Cafeína e Som Cheiro e Cor. O irreverente vocalista mantinha o público animado entre as músicas, o ápice do show foi no cover de Bom Bom Pow eletrizando todos. Os hits Ponto Alto, Oceano e O Ciclo fecharam o dia.

Além dos festivais de bandas aos sábados a tarde, a casa ainda conta com festas noturnas, nas sextas tendo shows de indie, punk e música brasileira, aos sábados eletro-rock, dyke sets e rock’n’roll dominam as pistas e uma vez por mês rola a festa Noites do Inferno onde toca desde rock dos anos 50 até os dias de hoje.

Quer saber mais sobre a casa? Acesse www.infernoclub.com.br/

 Quer saber mais sobre a banda Muda? Acesse www.myspace.com/mudarock  ou www.fotolog.com.br/mudamusic

Assista agora o vídeo clip da música Ponto Alto: www.youtube.com/mudamusic